FinEasy recruta na Fidelidade mas mantém seguros fora da atividade
A FinEasy recruta franchisados entre mediadores da Fidelidade, mas dedica-se ao crédito. A integração dos parceiros segue dois modelos.
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A FinEasy está a recrutar os seus franchisados exclusivamente entre os mediadores de seguros da Fidelidade, mas mantém a sua atividade centrada na intermediação de crédito. Segundo o ECO, numa notícia publicada a 14 de outubro, a empresa do Grupo Fidelidade afasta a comercialização de apólices, distinguindo a origem dos parceiros da atividade desenvolvida pela rede.
Recrutamento na mediação, atividade centrada no crédito
A ligação à rede de mediação da Fidelidade é a base do recrutamento comercial da FinEasy. Não significa, porém, que a marca de intermediação de crédito passe a vender seguros. Uma fonte oficial da empresa afirmou ao ECO que a FinEasy «dedica-se exclusivamente à intermediação de crédito» e que «não existe qualquer objetivo» comercial relativo à mediação de seguros.
Esta distinção é o ponto central do modelo apresentado: os parceiros são procurados numa rede de profissionais ligados aos seguros, enquanto a operação FinEasy permanece dedicada ao crédito. A empresa esclarece, assim, que a ligação à seguradora não corresponde a uma extensão da sua atividade à comercialização de apólices.
Para a comunidade de franchising, o caso mostra um modelo de recrutamento delimitado pela ligação dos candidatos a uma rede já existente. Neste caso, o acesso à FinEasy não é apresentado como uma oportunidade aberta indistintamente a qualquer candidato: a empresa está a recorrer exclusivamente aos mediadores da Fidelidade.
Dois modelos para integrar os parceiros
Segundo a explicação prestada pela empresa ao ECO, a entrada dos parceiros tem seguido duas vias. A primeira passa pela criação de uma empresa dedicada exclusivamente à intermediação de crédito, com a participação de um sócio proveniente da mediação de seguros.
A segunda permite incluir a atividade de intermediação de crédito numa empresa de mediação já existente. Ou seja, a integração na rede não tem seguido uma única solução societária: tanto pode envolver uma nova empresa como aproveitar uma estrutura empresarial que já desenvolve atividade.
Importa distinguir estes dois planos. A possibilidade de integrar a intermediação de crédito numa empresa de mediação existente não altera a posição expressa pela FinEasy sobre a sua própria atividade. A marca continua a afirmar que se dedica exclusivamente ao crédito e que não tem um objetivo comercial de mediação de seguros.
Para um potencial parceiro, a diferença entre constituir uma empresa e acrescentar uma atividade à estrutura existente é, por isso, um dos pontos concretos a esclarecer na avaliação da proposta de franchising.
Supervisão e separação do negócio segurador
A atividade de intermediação de crédito da FinEasy é regulada e supervisionada pelo Banco de Portugal. De acordo com a informação divulgada pelo ECO, mantém-se separada do negócio segurador, apesar da ligação da empresa ao Grupo Fidelidade e da origem dos seus franchisados.
O esclarecimento permite separar três elementos que coexistem no modelo: a pertença ao grupo, o recrutamento junto dos mediadores da seguradora e a atividade efetivamente exercida pela FinEasy. Os dois primeiros explicam a ligação à Fidelidade; o terceiro define o âmbito de atuação da marca.
Na leitura desta oportunidade de franchising, essa separação deve acompanhar a análise dos modelos de integração. A experiência dos parceiros na mediação de seguros é o ponto de partida do recrutamento, mas não transforma a oferta FinEasy numa oferta de seguros.
Próxima fase prevê diversificação no financiamento
A partir de 2027, a FinEasy prevê complementar o modelo atual com lojas multimarca e entrar no crédito ao consumo. Trata-se de uma intenção para a próxima fase, não de uma oferta já apresentada como disponível em toda a rede.
João Raposo, presidente executivo da FinEasy, identifica o alargamento geográfico e a diversificação das soluções de financiamento como prioridades. Esta evolução anunciada continua, portanto, enquadrada no financiamento, sem contrariar a separação face à comercialização de seguros que a empresa agora reafirma.
Na prática: os mediadores interessados devem esclarecer qual dos dois modelos de integração se aplica à sua situação e distinguir a atividade atual das possibilidades anunciadas para 2027.



