Campo Grande lidera alta de receita das franquias em ranking
Capital sul-mato-grossense cresce 21% no semestre; Cuiabá fica em segundo no ranking de variação entre 30 grandes mercados de franquias.
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Campo Grande registrou alta de 21% no faturamento das franquias no primeiro semestre de 2026 e liderou o ranking de crescimento entre as 30 cidades com maior receita da comunidade de franquias brasileira. Cuiabá ficou em segundo lugar, com avanço de 14%, reforçando o destaque das capitais do Centro-Oeste no levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Centro-Oeste ocupa três posições entre as cinco primeiras
Divulgado durante a ABFCon, o Ranking das 30 Cidades do Franchising Brasileiro em Faturamento compara os resultados do primeiro semestre de 2026 com os do mesmo período de 2025. Além de Campo Grande e Cuiabá, Goiânia aparece entre os cinco maiores crescimentos, na quinta colocação, com alta de 12%.
As outras duas posições são ocupadas por cidades paulistas: São José do Rio Preto, em terceiro, com expansão de 13%, e Campinas, em quarto, com 12%. Assim, três das cinco primeiras colocadas estão no Centro-Oeste.
O recorte exige atenção: a ABF primeiro reúne as 30 cidades com maior faturamento em franquias e depois as ordena pela variação da receita. Portanto, a liderança de Campo Grande se refere ao ritmo de crescimento dentro desse grupo, não ao maior faturamento absoluto do país.
Segundo a entidade, o objetivo é acompanhar os movimentos da comunidade de franquias nos mercados mais representativos. O levantamento também não equivale a uma classificação de todos os municípios brasileiros por velocidade de expansão.
Capitais avançam em relação à edição anterior
A comparação com o ranking de 2025 mostra uma mudança importante de posições. Campo Grande estava em 12º lugar na edição anterior e chegou à liderança em 2026, mais que dobrando sua taxa de crescimento, conforme o levantamento divulgado.
Cuiabá passou da sétima para a segunda colocação. Goiânia, por sua vez, avançou do 16º para o quinto lugar. Os três movimentos ajudam a dimensionar o ganho de destaque das capitais do Centro-Oeste na comparação entre as edições.
Porto Alegre, que liderava a lista de 2025 com crescimento de 32,97%, ficou na 12ª posição em 2026, com alta de 9%. A mudança de colocação, nesse caso, ocorreu mesmo com aumento de receita: a capital gaúcha continuou crescendo, mas em ritmo inferior ao registrado anteriormente.
Jundiaí e Santos, segunda e terceira colocadas na edição de 2025, com avanços de 29,26% e 19,51%, respectivamente, não aparecem entre as 30 cidades da edição atual. Essa ausência, por si só, não permite concluir que houve queda no faturamento local, já que a lista parte de um grupo selecionado pelo volume de receita.
Agronegócio e novas marcas ajudam a explicar o resultado
Na avaliação da ABF, a força do agronegócio contribui para explicar o desempenho de Campo Grande e Cuiabá. Como referência desse contexto, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam crescimento aproximado de 7,4% da safra 2025/26 em Mato Grosso do Sul, diante de 2,5% na média brasileira.
O levantamento também identifica movimentos distintos nas atividades atendidas pelas franquias. Em Campo Grande, houve entrada de marcas de Casa e Construção e de Hotelaria e Turismo. Saúde, Beleza e Bem-Estar esteve entre os segmentos em alta, com destaque para farmácias e odontologia.
Em Cuiabá, o avanço envolveu Casa e Construção e Alimentação — Food Service. A cidade também recebeu marcas de Hotelaria e Turismo e de Saúde, Beleza e Bem-Estar, segundo a análise apresentada pela associação.
Os resultados não foram uniformes entre os municípios. Em São José do Rio Preto, a pesquisa apontou entrada de marcas de Alimentação voltadas a comércio e distribuição, além de crescimento em farmácias, odontologia e Limpeza e Conservação. Campinas registrou a chegada de marcas de Moda e de Saúde, Beleza e Bem-Estar.
Mato Grosso do Sul também lidera o recorte estadual
A ABF mapeou ainda a variação do faturamento por estado. Mato Grosso do Sul apresentou o maior crescimento, de 17%, seguido por Acre, com 16%, Pará, com 13%, e Amapá, com 12%.
Esse recorte amplia a leitura para além das capitais, mas deve ser tratado separadamente: o desempenho estadual reúne um território diferente daquele considerado na classificação municipal. A alta de Campo Grande foi de 21%, enquanto a de Mato Grosso do Sul ficou em 17%.
Para quem avalia abrir uma franquia, a conclusão prática é usar o ranking como ponto de partida, não como garantia de retorno. Antes de escolher a cidade, vale confrontar o crescimento da receita com a concorrência, a demanda do bairro e os custos previstos para a operação.
Fontes
- Despesas, juros e mão de obra freiam expansão das franquias
- Franquias aumentam faturamento e projetam crescer, mas tributação preocupa
- Franquias e licenciamentos para empreender ainda em 2026
- Franquias pedem atualização do Simples e desoneração ...
- Fábrica de Bolo Vó Alzira acelera expansão no Estado de São Paulo
- Em ano de destaque para o Centro-Oeste, Campo Grande e Cuiabá lideram crescimento em receita de franquias



