Damazônia mira 100 lojas e prioriza franquias em São Paulo
Gelateria paraense tem 15 unidades e quer chegar a 100 até 2030, com franquias a partir de R$ 130 mil e foco inicial em São Paulo.
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A Damazônia, rede de gelaterias fundada em Belém, no Pará, pretende ampliar sua presença de 15 para 100 unidades até 2030. Para atingir a meta, a marca vai reduzir o ritmo de abertura de lojas próprias e priorizar franquias, com prospecção concentrada inicialmente em São Paulo. Os investimentos anunciados partem de R$ 130 mil para quiosques.
Expansão muda o peso das franquias na rede
Fundada em 2010 por Carlos Ferreira, a Damazônia tem operações no Pará, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo reportagem publicada pela Exame em 29 de outubro, a empresa faturou R$ 5 milhões em 2025 e projeta crescimento de 10% em 2026 e de 25% em 2027.
A estrutura atual ainda é predominantemente própria: das 15 unidades, 12 pertencem à companhia e três funcionam por contratos de franquia. Entre estas está uma operação no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que tem uma particularidade: o investimento foi realizado pela própria Damazônia.
A decisão de concentrar a próxima etapa nas franquias representa, portanto, uma mudança na composição da rede. O objetivo não é apenas acrescentar endereços, mas ampliar a participação de franqueados em uma marca que cresceu principalmente com unidades próprias.
Chegar a 100 operações significaria alcançar quase sete vezes o tamanho atual. Esse número, porém, é uma meta para 2030, e não um conjunto de inaugurações já confirmado. Para a comunidade de franquias, a novidade está na prioridade dada ao modelo como caminho para essa expansão.
São Paulo concentra a busca por franqueados
A estratégia territorial começa pela capital paulista, pela Grande São Paulo e por municípios em um raio de aproximadamente 150 quilômetros. A empresa quer fortalecer sua presença nessa área antes de avançar para outros mercados.
O cronograma divulgado prevê comercializar três novas franquias até o fim de 2026 e acrescentar 15 unidades à rede nos dois anos seguintes. São etapas distintas do plano de longo prazo: a comercialização de contratos não deve ser confundida com a inauguração imediata de pontos de venda.
O recorte geográfico também delimita onde a marca pretende buscar seus próximos parceiros. Embora já esteja presente em três estados, a prioridade anunciada para a prospecção é paulista, e não uma expansão simultânea por todo o país.
Para candidatos interessados, essa informação é tão relevante quanto a meta nacional de lojas. Ela indica quais localidades estão no centro do planejamento comercial apresentado pela empresa para a próxima fase.
Quiosques e lojas têm investimentos diferentes
A Damazônia oferece dois formatos principais. Os quiosques exigem investimento inicial a partir de R$ 130 mil, enquanto as lojas partem de R$ 250 mil. Os valores são pisos anunciados, não um orçamento único aplicável a qualquer endereço.
Segundo a companhia, o faturamento mensal estimado fica entre R$ 50 mil e R$ 60 mil nos quiosques. Para as lojas, a faixa informada vai de R$ 70 mil a R$ 90 mil. Trata-se de projeções da rede, e não de receita garantida para cada novo franqueado.
Há também duas referências para a recuperação do investimento. O material da marca informa prazo de 24 a 36 meses. Na entrevista à Exame, Ferreira apresentou uma estimativa mais restrita, de 24 a 30 meses, além de rentabilidade mensal projetada em torno de 15%.
A diferença entre os prazos merece esclarecimento durante a avaliação da franquia. Comparar formatos exige considerar as premissas de cada projeção, sem tratar faturamento como lucro ou prazo estimado como compromisso de retorno.
Sabores amazônicos sustentam a proposta da marca
A identidade da Damazônia combina técnicas do gelato italiano com ingredientes brasileiros, principalmente amazônicos. Essa é a proposta que a empresa pretende levar a novos consumidores por meio da expansão das franquias.
A origem paraense ocupa, assim, um lugar central no posicionamento da rede. Em vez de apoiar sua identidade apenas na tradição italiana do produto, a marca destaca os sabores brasileiros como elemento de diferenciação.
O plano reúne essa proposta de produto, dois formatos de operação e uma prioridade territorial definida. A execução das próximas etapas mostrará como a rede avançará da base atual, majoritariamente própria, para uma presença maior de franqueados.
Na prática: quem avaliar a oportunidade deve confirmar a disponibilidade da cidade pretendida, solicitar o orçamento completo do formato escolhido e esclarecer as premissas de faturamento, rentabilidade e retorno antes de decidir.



