Starfoods prevê cinco a dez novas lojas por ano até 2030
Grupo aposta sobretudo no franchising, reforça o portefólio com Twist e I Love Poke e prepara a entrada em Espanha e França.
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A Starfoods prevê abrir cinco a dez lojas por ano até 2030, sobretudo através do franchising, após uma fase de consolidação. O grupo português de restauração reforçou o portefólio em 2026 com as marcas Twist e I Love Poke e prepara a expansão para Espanha e França, onde pretende trabalhar com parceiros locais.
Novas marcas reforçam a estratégia multimarca
Fundada em 1993, com a abertura da Companhia das Sandes, a Starfoods está a preparar um novo ciclo de crescimento que combina novas unidades, possíveis aquisições estratégicas e internacionalização. Os planos foram apresentados pelo CEO, Rui Guerreiro Guerra, num conteúdo comercial do Jornal de Negócios, publicado a 26 de outubro de 2026, sobre a participação da empresa no programa ELITE da Euronext.
Entre as novidades deste ano está o Twist, um conceito de smash burgers criado de raiz pelo grupo, cuja primeira loja abriu em agosto. Em maio, a Starfoods trouxe também para Portugal o I Love Poke, marca italiana de poke bowls que, segundo a informação divulgada, conta com mais de 150 lojas na Europa.
As duas novidades integram um portefólio com diferentes conceitos de restauração. Para o responsável, o posicionamento do grupo é assumidamente multimarca, com o franchising a ocupar um lugar central na próxima etapa de expansão. O anúncio apresenta, assim, uma direção de crescimento para a comunidade de franchising em Portugal, sem se limitar ao lançamento de um único conceito.
Expansão orgânica assente nos parceiros
A meta anunciada é abrir entre cinco e dez lojas por ano até 2030, maioritariamente em franchising. No primeiro semestre de 2026, o grupo abriu seis unidades, um resultado que o CEO considera alinhado com o plano. O número refere-se às aberturas do grupo nesse período, não sendo apresentado como uma contagem exclusiva de lojas franchisadas.
A repartição de responsabilidades é um dos fundamentos da estratégia. Na descrição de Rui Guerreiro Guerra, o parceiro assegura o investimento na loja e acrescenta conhecimento do mercado local, enquanto a Starfoods disponibiliza a marca, os processos e o apoio à operação.
Esta opção permite ao grupo aumentar a presença das suas marcas sem concentrar no próprio balanço o investimento de cada nova loja. Do lado da Starfoods, o esforço incide sobretudo na estrutura central: selecionar e formar parceiros, acompanhar as aberturas e assegurar o cumprimento dos padrões de cada conceito.
O crescimento previsto não se resume, porém, às novas unidades. O plano inclui aquisições estratégicas nos próximos anos, para as quais o responsável atribui um papel determinante à joint venture com a Oxy Capital. Estas operações surgem como uma componente distinta da expansão orgânica através de franchisados.
Localização e perfil do franchisado orientam escolhas
Na avaliação de novos espaços, a Starfoods considera o fluxo de pessoas, o perfil dos consumidores da zona e a adequação de cada marca à localização. A análise abrange tanto centros comerciais como lojas de rua.
Quando a abertura é feita em franchising, junta-se outro critério que o CEO classifica como decisivo: o perfil do parceiro. A seleção está ligada à necessidade de transmitir a identidade e a cultura de cada marca a quem passa a representá-la diariamente perante os clientes.
Formação e acompanhamento próximo fazem, por isso, parte das prioridades anunciadas. O grupo conta já com franchisados que operam mais de uma unidade, circunstância que o responsável apresenta como uma vantagem para novas aberturas. Esses parceiros conhecem as marcas e os processos, experiência que, na sua perspetiva, facilita a expansão.
Espanha e França na próxima etapa
Espanha e França são os próximos mercados identificados pela Starfoods. A intenção é encontrar parceiros locais que assumam a operação como master franchisados das suas marcas, ficando a gestão entregue a operadores com conhecimento de cada país.
Ao grupo caberá transmitir o saber-fazer e a identidade dos conceitos. Segundo o CEO, esta abordagem permite avançar na internacionalização sem perder o foco na gestão das unidades em Portugal. O desafio será adaptar a operação às características de cada mercado, preservando os elementos que tornam as marcas reconhecíveis.
Trata-se de uma preparação para a entrada nesses países, e não de aberturas já concretizadas. A escolha dos parceiros é apresentada como a decisão mais importante desse processo.
Para quem pondera integrar a rede, a conclusão prática é avaliar não apenas a marca e a localização, mas também a capacidade de investir, conhecer o mercado local e cumprir os processos operacionais previstos.



