Vó Alzira mira 400 lojas em São Paulo até 2030
Com 100 lojas paulistas, rede prioriza expansão antes de vender participação e usa dados de vendas para apoiar franqueados.
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A Fábrica de Bolo Vó Alzira quer quadruplicar sua presença no estado de São Paulo: a rede tem 100 lojas paulistas e pretende chegar a 400 até 2030. A expansão, com atenção à capital, integra a estratégia de consolidar novos mercados antes de aceitar uma venda de participação acionária, segundo reportagem do Pipeline, do Valor, publicada em 5 de novembro.
São Paulo concentra a próxima etapa de crescimento
Das 100 lojas da Vó Alzira em operação no estado de São Paulo, 56 estão na capital. A meta de alcançar 400 unidades paulistas até 2030 representa acrescentar 300 lojas à presença atual no estado. Trata-se de um objetivo anunciado pela rede, não de aberturas já realizadas.
O plano tem peso relevante na distribuição geográfica da marca. Hoje, a Vó Alzira soma 320 lojas no país, das quais 190 ficam no estado do Rio de Janeiro. A origem fluminense ainda responde, portanto, pela maior parte da rede, enquanto São Paulo aparece como destino prioritário para a ampliação da presença comercial.
Há também uma meta nacional mais próxima: chegar a 400 lojas no Brasil em 2027. Os dois objetivos têm recortes e prazos diferentes. Um se refere ao total brasileiro no próximo ano; o outro, exclusivamente ao estado de São Paulo até 2030. Essa distinção é importante para acompanhar a execução do plano sem confundir os números.
Expansão vem antes de uma nova venda de participação
Fundada em 2008 na zona norte do Rio de Janeiro, a rede integra atualmente o GrupoZ+ e tem investimento da Auster, gestora surgida de uma cisão da Leste. Apesar do interesse de potenciais compradores, a marca descarta vender uma participação, mesmo minoritária, antes de se consolidar em novos mercados, como a capital paulista.
A sequência escolhida coloca o desenvolvimento da operação à frente de uma nova negociação societária. O recebimento de propostas não significa, nesse caso, que exista uma venda anunciada: a posição relatada pela empresa é de priorizar o crescimento antes de discutir outra mudança na composição acionária.
Na receita, a trajetória apresentada parte de R$ 300 milhões em 2025. A expectativa é alcançar R$ 350 milhões em 2026 e R$ 400 milhões em 2027. Os valores de 2026 e 2027 são projeções, e devem ser lidos separadamente do resultado informado para 2025.
Para a comunidade de franquias, o caso reúne duas frentes que precisam ser acompanhadas em conjunto: ampliação da base de lojas e evolução da receita. Uma meta de unidades, isoladamente, não informa o desempenho individual de cada operação.
Tecnologia acompanha o avanço da rede
Além das metas de expansão, a Vó Alzira informou ter investido R$ 1,2 milhão em tecnologia desde a introdução da inteligência artificial. A plataforma Trinity utiliza dados de mais de 500 mil transações mensais para apoiar os franqueados na leitura dos resultados das lojas.
Entre as funções descritas estão acompanhar vendas, comparar resultados e identificar variações de demanda relacionadas ao clima e ao calendário. O uso dessas informações direciona a atenção para o cotidiano das unidades, e não apenas para a abertura de novos endereços.
A quantidade de transações corresponde à base utilizada pela plataforma. Não se trata de um número de clientes únicos nem de uma medida de rentabilidade. Da mesma forma, o investimento tecnológico informado não permite concluir, por si só, quanto cada loja ganhou em vendas ou eficiência.
Origem permanece ligada ao negócio
A expansão paulista ocorre sem apagar os vínculos com a origem carioca. A loja original, na Tijuca, permanece entre as unidades da rede, embora já não pertença à Dona Alzira. A fundadora continua participando das decisões sobre novos produtos.
O quadro combina, assim, continuidade na construção do portfólio com objetivos de crescimento fora da principal base atual. Os próximos marcos anunciados são as 400 lojas nacionais em 2027 e, em um horizonte mais longo, as 400 unidades paulistas em 2030.
Na prática: quem avalia uma franquia da marca deve distinguir metas de expansão de resultados já alcançados e examinar os dados da unidade pretendida, sem tomar projeções da rede como garantia de desempenho local.



