Reforma tributária acende alerta para franquias em 2027
Presidente da ABF chama atenção para a chegada da CBS em 2027 e para os efeitos da transição tributária sobre franqueadoras e outros negócios.
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A transição da reforma tributária entrou no radar de preocupações da comunidade de franquias brasileira. Em reportagem publicada pelo Correio Braziliense em 2 de novembro, o presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Tom Leite, destacou a introdução da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para 2027, e a necessidade de avaliar seus efeitos sobre a composição dos impostos pagos pelas empresas.
CBS concentra atenção na próxima etapa
Segundo a avaliação apresentada por Leite, a chegada da CBS em substituição às contribuições federais de PIS-Cofins representa uma mudança importante para os negócios. O dirigente considera que a transição tende a ampliar a atenção dos empresários, especialmente daqueles que atuam com serviços.
O alerta tem um foco específico: entender como a alteração se relaciona com a carga tributária de cada empresa. Não se trata, na manifestação do presidente da ABF, de uma estimativa única de aumento de despesas para todas as franquias. A preocupação é com a composição dos tributos e com os efeitos que a mudança poderá produzir sobre os negócios.
Essa distinção importa para a leitura da notícia. A previsão de entrada da CBS em 2027 é o marco apontado pelo dirigente; já a dimensão do impacto financeiro exige uma análise própria. A manifestação não apresenta um percentual geral que possa ser aplicado indistintamente às redes ou às unidades franqueadas.
Lucro presumido aparece entre os pontos de atenção
Leite ressalta que há franqueadoras enquadradas no lucro presumido. Ao mencionar esse grupo, o presidente da ABF chama atenção para a necessidade de examinar a alteração tributária a partir das características das empresas, em vez de tratar toda a comunidade de franquias como um conjunto uniforme.
Para as redes nessa situação, a pergunta central sugerida pelo alerta é como ficará a composição da carga tributária durante a mudança. O enquadramento citado pelo dirigente funciona como um ponto de partida para a avaliação, não como evidência de que todas essas franqueadoras terão o mesmo resultado financeiro.
Também é importante separar o que foi sinalizado do que ainda precisa ser dimensionado. Leite aponta a relevância da transição e a necessidade de atenção, mas não apresenta, nessa manifestação, uma simulação de custos para franqueadoras no lucro presumido. Portanto, não há base para transformar o alerta em uma previsão numérica de perda de margem ou de aumento de preços.
Preocupação vai além das franqueadoras
Outro aspecto da avaliação do presidente da ABF é o alcance da mudança. Segundo ele, seus efeitos não se restringem aos franqueadores: também dizem respeito aos demais empresários que integram a cadeia da comunidade de franquias.
A observação amplia o debate para além da administração das marcas. O ponto trazido por Leite é que a transição tributária precisa ser observada considerando os diferentes negócios envolvidos, e não apenas a empresa responsável pela rede.
Isso não significa atribuir antecipadamente um impacto igual a todos os participantes. Ao contrário, a ausência de uma estimativa uniforme reforça a importância de distinguir a situação da franqueadora daquela dos outros negócios. Para quem acompanha uma rede, a discussão relevante é identificar quais efeitos foram efetivamente calculados e quais ainda são hipóteses de planejamento.
Como levar o alerta ao planejamento
A leitura prática da manifestação é incorporar a transição tributária às conversas de planejamento para 2027. Como recomendação de gestão, franqueadores e franqueados podem organizar perguntas para seus responsáveis contábeis: quais mudanças precisam ser avaliadas, que premissas sustentam as projeções e quais informações ainda precisam ser confirmadas?
Também convém distinguir uma orientação geral da rede de uma análise individual da empresa. O alerta da ABF ajuda a colocar o assunto na agenda, mas não substitui o exame dos números de cada operação nem autoriza concluir que haverá um efeito financeiro padronizado.
Na prática: antes de rever preços, despesas ou planos de expansão com base na reforma, peça uma avaliação tributária específica do negócio. A prioridade é transformar a preocupação com 2027 em perguntas verificáveis e projeções fundamentadas.



