Cheirin Bão lança microfranquia de máquinas de café
Com aporte inicial a partir de R$ 80 mil, modelo tem 35 contratos assinados. Rede pretende instalar 3 mil máquinas em dois anos.
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A Cheirin Bão lançou uma microfranquia de máquinas automáticas de café para ampliar sua presença fora das cafeterias. Com investimento inicial a partir de R$ 80 mil para o franqueado, o formato já reúne 35 contratos assinados e tem como meta chegar a 100 franqueados até o fim de 2026, segundo reportagem de Pequenas Empresas & Grandes Negócios publicada em 15 de outubro.
Café além do balcão das lojas
Lançado oficialmente em 15 de setembro, o modelo prevê a instalação de equipamentos em empresas, escritórios, consultórios, fábricas e locais de grande circulação. As máquinas oferecem cafés coados e espressos, cappuccinos e chocolates quentes.
A proposta é criar novos pontos de contato com o consumidor sem depender exclusivamente da abertura de cafeterias. Em vez de uma nova loja, a expansão passa a contar também com equipamentos instalados em espaços que já recebem trabalhadores, clientes ou visitantes.
A rede investiu R$ 5 milhões no projeto. Para a operação como um todo, a projeção informada é de R$ 58 milhões em investimentos. São valores distintos do aporte inicial exigido do franqueado e não devem ser confundidos com o custo de entrada no modelo.
Segundo a companhia, a meta é instalar 3 mil máquinas no Brasil nos próximos dois anos. O foco está em cidades onde a Cheirin Bão já mantém lojas e franqueados, aproximando a nova frente de uma base comercial existente.
Duas formas de operar a microfranquia
O formato oferece duas modalidades, com diferentes responsabilidades para o franqueado. Na locação, ele prospecta os pontos de instalação e cuida do relacionamento comercial. Os produtos são enviados diretamente ao local, sem que o operador precise abastecer as máquinas.
Na operação direta, o franqueado assume o abastecimento e a administração dos equipamentos. A diferença importa para quem avalia o negócio: embora as duas alternativas utilizem máquinas automáticas, as tarefas atribuídas ao empreendedor não são iguais.
O contrato permite que cada franqueado opere até 30 máquinas. Esse limite representa a capacidade contratual de atuação, e não uma indicação de que todos os participantes começarão com essa quantidade de equipamentos.
O investimento inicial parte de R$ 80 mil, com retorno estimado entre 10 e 11 meses. O prazo apresentado é uma estimativa, não uma garantia de recuperação do capital. Para comparar as modalidades, o candidato deve examinar as responsabilidades comerciais e operacionais de cada uma, além das premissas usadas na projeção de retorno.
Adesão inicial vem de franqueados atuais
Os 35 contratos assinados até a divulgação da reportagem pertencem a franqueados que já fazem parte da Cheirin Bão. Assim, a adesão inicial ao novo formato ocorreu dentro da própria comunidade de franquias da marca.
A rede tem mais de 600 unidades em operação, distribuídas por mais de 300 cidades, em todos os estados brasileiros. Cerca de 35% dos franqueados operam mais de uma unidade, conforme os dados apresentados pela companhia.
A meta de 100 franqueados até dezembro deve ser distinguida dos contratos já assinados. Da mesma forma, o objetivo de instalar 3 mil máquinas em dois anos é um plano de expansão, e não o total de equipamentos em funcionamento.
Essas distinções ajudam a dimensionar o estágio do lançamento: o formato já tem adesão contratual, mas os principais números anunciados para sua escala ainda são metas futuras.
Nova frente acompanha ambição de receita
A iniciativa chega após a Cheirin Bão registrar aproximadamente R$ 442 milhões em faturamento em 2025, crescimento de 10,5% sobre o ano anterior. Para 2026, a expectativa da empresa é alcançar R$ 500 milhões.
A companhia trabalha com um potencial de até 1,4 mil lojas, mas não trata esse volume como uma meta fixa. Nesse contexto, as máquinas acrescentam uma possibilidade de expansão que não exige transformar cada novo ponto de presença em uma cafeteria convencional.
O foco inicial da microfranquia é o Brasil. A empresa também identifica oportunidades na América Latina e relata interesse na Colômbia e no Chile, sem que isso represente operações confirmadas nesses países.
Na prática: antes de aderir, vale comparar locação e operação direta, verificar as condições contratuais e testar a estimativa de retorno à luz dos pontos que o candidato consegue prospectar e atender.
Fontes
- Franquias em Santos faturam R$ 393 milhões no 2º trimestre de 2026 | G1
- Cheirin Bão aposta em microfranquia de máquinas de café para ampliar presença fora das lojas
- Chiquinho Sorvetes: reduzir horário pode aliviar a 6x1 - C-Level
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